Desde a 'troika' há 39 reformas douradas novas

Aposentação no Estado registam queda entre Janeiro e Maio.

Entre Janeiro e Maio estarão reformados mais 8.271 funcionários públicos, o que revela uma quebra de 11,3% face ao mesmo período do ano passado. Este é um indicador pouco favorável ao cumprimento da meta de redução de 2% ao ano de trabalhadores do Estado, acordada entre o Governo e a ‘troika'.

O Executivo já garantiu várias vezes que a redução de trabalhadores da administração pública não será feita com despedimentos e que a via primordial para o emagrecimento do Estado será a aposentação e a restrição de novas contratações. Mas os dados apurados segundo a contagem feita pelo Diário Económico às listas mensais de aposentados da Caixa Geral de Aposentações (CGA) publicadas em Diário da República não são favoráveis ao cumprimento do objectivo.

Ontem foi publicada a lista de aposentados referente a Maio e, nesse mês, estarão reformados mais 1.597 trabalhadores do Estado, o que significa uma quebra de 12% face ao mesmo mês do ano passado. Esta diminuição acontece depois de, em Abril, as listagens da CGA terem revelado uma quebra nas reformas de 21,5% em termos homólogos.

Em Maio, o maior número de reformados é contabilizado no Ministério da Educação e Ciência (280), seguido do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (227), onde estãi integradas as autarquias.

As listas da CGA permitem ainda verificar que entre Janeiro e Maio existem 39 reformados do Estado com pensões acima de cinco mil euros, a maioria dos ministérios da Justiça, Saúde e das Forças Almadas. O general Valença Pinto é um dos exemplos com uma reforma de 5.607 euros. Só no mês de Maio há oito novos pensionistas com reformas acima desse valor.

Recorde-se que os pensionistas da CGA não foram afectados pelos cortes salariais médios de 5% impostos aos trabalhadores no activo, mas as pensões acima de cinco mil euros são abrangidos por uma taxa de cerca de 10%.

Também a suspensão das reformas antecipadas que irá durar durante o programa de ajustamento financeiro não afecta a maioria da função pública. Apenas os trabalhadores que foram contratados a partir de 2006 são abrangidos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:22 | favorito