Novas pensões do Estado sofrem corte extra

Reformados da função pública são penalizados a triplicar, se Estatuto da Aposentação ficar como está

Os pensionistas já vão ficar com os subsídios suspensos e, para além disso, também vão receber menos mensalmente (cortes entre 3,5% e 10%). Mas ainda há mais: os novos reformados vindos da função pública vão sofrer um corte extra, por causa do aumento dos descontos para a Caixa Geral de Aposentações. São penalizados a triplicar.

É que a subida de 11% para 18%, para os ativos, claro, fará com que quando se aposentarem a reforma deixe de ser 89% do salário bruto e passe a 82%. Ou seja, perdem 7%, notam o «Diário de Notícias» e o «Diário Económico», nas suas edições desta sexta-feira.

Em causa, está a regra do Estatuto da Aposentação, que prevê que a pensão não pode ultrapassar o valor da remuneração depois do desconto de 11%. 

A única maneira deste corte não chegar a concretizar-se é proceder-se a uma alteração a esse estatuto.

No setor privado, o cenário é diferente. O aumento dos descontos para a Segurança Social não tem efeito no valor da pensões, uma vez que, para estes trabalhadores, o cálculo é feito sobre as remunerações brutas e não líquidas. 

Poderá ter sim efeitos sobre o subsídio de desemprego, que está limitado a 75% do salário de referência líquido.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 22:11 | comentar | favorito