06
Ago 13

Pensões do Estado acima dos 600 euros vão sofrer corte até 10%

As pensões de aposentação, de reforma e de invalidez dos ex-funcionários públicos acima de 600 euros ilíquidos vão sofrer um corte até 10%, afirmou esta terça-feira o secretário de Estado Hélder Rosalino. 

A medida abrange as pensões que já estão a ser pagas, ainda que haja nuances quanto à fórmula a aplicar. Quanto às futuras pensões, vão sofrer uma alteração das regras de cálculo, para que sejam ajustadas ao que o Governo agora pretende adoptar.

Quem estiver inscrito na Caixa Geral de Aposentações (CGA) e tenha uma pensão ilíquida superior a 600 euros atribuída até ao final de 2005, vai sofrer um corte de 10% na totalidade do valor que recebe. 

A regra é diferente para os casos posteriores, em que a pensão é calculada com base em duas parcelas: uma, designada "P1", é relativa ao tempo de serviço prestado até 31 de Dezembro de 2005 e respeita o Estatuto da Aposentação; a outra, designada "P2", refere-se ao tempo de serviço posterior, "nos termos das regras de cálculo do regime geral de Segurança Social". Neste casos, é a parcela P1 que vai sofrer o corte de 10% - ainda que seja a grande fatia da pensão, o corte de 10% não abrange a totalidade do valor (mas quase).

Governo introduz isenções graduais
As pensões de sobrevivência de valor ilíquido inferior a 300 euros não são abrangidas pelos cortes, à semelhança do que sucede com as pensões de aposentação, de reforma e de invalidez de valor ilíquido inferior a 600 euros.

Há mais nuances, porque o Governo estabelece mais "regras de diferenciação em função da idade do pensionista e do valor da sua pensão". No quadro destas isenções graduais, quem tem entre 75 e 79 anos e recebe pensões de aposentação, de reforma ou de invalidez da CGA só sofre cortes se o valor mensal que aufere for superior a 750 euros (ou de 375 euros para as pensões de sobrevivência).

Entre os 80 e os 84 anos, sofrem cortes as pensões de aposentação, reforma ou invalidez superiores a 900 euros e as pensões de sobrevivência de mais de 450 euros.

Relativamente aos beneficiários entre os 85 e os 89 anos, ficam isentos os que auferem pensões de aposentação, reforma ou invalidez superiores a 1050 euros e pensões de sobrevivência a partir de 525 euros.

Acima dos 90 anos (inclusive), estão excluídos cortes para pensões até 1.200 euros (ou de 600, para as pensões de sobrevivência).

Os cortes nas pensões podem ser retirados no futuro se em dois anos consecutivos o Produto Interno Bruto (PIB) crescer 3% e o défice não ultrapassar os 0,5%. Questionado pelos jornalistas sobre a legalidade destes cortes, Hélder Rosalino respondeu que o Governo estudou a matéria e elaborou "uma proposta que considera constitucional".

O projecto, enviado aos sindicatos esta terça-feira e que vai ser negociado a partir de 28 de Agosto, propõe também "um ajustamento da regra de cálculo das novas pensões, determinando que há uma maior aproximação às regras da Segurança Social a partir de Janeiro [de 2014]".

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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08
Jun 13

Reformados do Estado arriscam corte de 15% nas pensões

A convergência do regime da Caixa Geral de Aposentações (CGA) com a Segurança Social vai poupar a cortes as pensões até 600 euros. Esta salvaguarda, já anunciada por Passos, irá fazer que as reformas dos trabalhadores do Estado acima deste valor arrisquem uma redução maior, da ordem dos 15%, para que se consiga a poupança de 740 milhões anunciada pelo governo.

O debate acalmou, mas a medida continua em cima da mesa. E tendo em conta que o encargo anual da CGA com pensões ultrapassa os oito mil milhões de euros (nos anos em que se paga a totalidade dos subsídios) e que a pensão média dos ex-funcionários públicos ronda hoje 1200 euros, só com um corte médio da ordem de 15% o governo conseguirá aliviar a fatura destas reformas nos 740 milhões de euros que refere na carta enviada à troika.

Estes cálculos pressupõem que o corte será modulado e que incidirá somente na parte das reformas que excedem os 600 euros. Ou seja, que todos os reformados - e não apenas os que têm reformas abaixo daquele montante - terão uma parcela da sua pensão a salvo. Este é, de resto, o modelo que foi aplicado através da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) original, quando se estabeleceu que esta incidiria apenas sobre a parte que ultrapassava os 5 mil euros mensais.

No ano passado, os custos com pensões de aposentação totalizaram 7,1 mil milhões de euros, a que se somaram os 808 milhões de euros que foram canalizados para pensões de sobrevivência e de preço do sangue (abonadas por exemplo a viúvas e filhos menores). Estes valores são inferiores aos deste ano, uma vez que em 2012 esteve em vigor a medida que cortou a totalidade dos subsídios de férias e de Natal a quem auferia mais de 1100 euros por mês e parcialmente aos que recebem entre 600 e 1100 euros. Esta convergência das pensões ameaça voltar ao debate quando o governo apresentar o guião da reforma do Estado.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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