18
Abr 15

Reformados protestam contra continuação de cortes nas pensões

Os reformados, pensionistas e idosos da confederação MURPI protestaram contra a continuação dos cortes nas pensões, em comunicado divulgado este sábado, e anunciaram que não vão permitir que a sustentabilidade da Segurança Social seja feita à custa dos seus rendimentos.

Num comunicado intitulado "Governo insiste no saque aos reformados", a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos MURPI afirma ter sido "surpreendida" com as declarações da Ministra das Finanças ao anunciar a continuação dos cortes nas pensões dos reformados nos próximos cinco anos.

"Estas declarações vêm no sentido contrário à aprovação, por milhares de reformados, no dia 11 de Abril, da exigência do aumento generalizado das suas pensões", afirmam, defendendo que as medidas do Governo "visam a fragilização financeira da Segurança Social e o empobrecimento generalizado da grande maioria dos portugueses".

A MURPI destaca que o Governo reduziu a contribuição das entidades empregadoras, aprovou perdões fiscais que geram mais dívidas à Segurança Social e cortou no ano passado 578,8 milhões de euros nas despesas com prestações sociais.

"O Governo pretende descapitalizar a Segurança Social, degradar o funcionamento dos serviços sociais, com o despedimento de trabalhadores, para promover a privatização da Segurança Social à custa de retrocesso social da sociedade portuguesa", afirma a MURPI, defendendo a urgência de um afastamento deste Governo.

A Confederação apela a todos os reformados e pensionistas a participarem nas comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio, continuando a luta pela derrota da política do Governo.

Na quinta-feira, na conferência de imprensa a seguir ao Conselho de Ministros em que foram aprovados o Pacto de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, anunciou várias medidas para os anos de 2016 a 2019, entre as quais que a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), que actualmente se aplica às pensões acima de 4.611,42 euros, vai ser "reduzida para metade em 2016" e em 2017 já não se vai aplicar.

O Governo anunciou ainda que prevê poupar 600 milhões de euros em 2016 com uma reforma do sistema de pensões, mas sem adiantar como pretende fazê-lo, justificando a ausência de pormenores sobre a poupança a obter com a falta de disponibilidade para o diálogo da parte do PS.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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23
Dez 14

É reformado? Tome nota de 5 coisas que deve ter em conta em 2015

2015 vai trazer várias alterações com impacto na carteira dos reformados ou que exigem alguma mudança nos hábitos. Como o Governo não insistiu na CES, esta taxa contributiva vai regressar a uma versão próxima da original, passando a ser paga apenas pelos pensionistas com reformas mais elevadas. Simultaneamente, as novas regras do IRS exigem que se comece a pedir as faturas para se poder contar com um alívio no imposto.

CES:

Depois de ter visto o Tribunal Constitucional chumbar a Contribuição de Sustentabilidade, o Governo decidiu deixar cair as taxas sobre as pensões. Desta forma, em 2015 a maior parte dos reformados deixam de pagar a Contribuição Extraordinária de Solidariedade a que têm estado sujeitos nos últimos anos. Atualmente a CES oscila entre os 3,5% e os 10% para as pensões entre os 1000 e os 3750 euros mensais, sendo que as reformas superiores a este valor pagam uma taxa direta de 10%. Está, além disto, previsto um corte de 15% na parte em que ultrapassem os 4611 euros e de 40% no montante que vá além os 7126,74 euros.

A partir de janeiro de 2015, somente os cerca de 9.400 pensionistas com reformas acima dos 4611 e dos 7126,74 euros mensais ficarão sujeitos a CES, desaparecendo esta taxa para todos os que estão abaixo deste valor. Em termos práticos, isto significa que uma reforma de 1650 euros recuperará os 57,75 euros que agora lhe são tirados através desta contribuição.

Duodécimos:

À semelhança do que sucedeu este ano, em 2015 os reformados da Caixa Geral de Aposentações e do Centro Nacional de Pensões (segurança social) vão continuar a receber o subsídio de Natal por duodécimos, independentemente do valor da pensão. A primeira parcela deste subsídio será, assim, paga já janeiro. O subsídio de férias será disponibilizado de uma vez só na data habitual, ou seja, no mês de julho.

Atualização das pensões:

O Governo vai voltar a aumentar as pensões em 2015, mas apenas as de valor mais baixo. O aumento será de 1%, pelo que as pensões mínimas de invalidez e velhice que atualmente são de 259,36 euros terão uma subida para os 261,90 euros. Todas as outras se manterão congeladas.

Tabelas de retenção do IRS:

O Governo vai baixar as tabelas de retenção na fonte já a partir do início do próximo de forma a refletir o impacto da reforma do IRS nestes pagamentos mensais do imposto. O desagravamento vai abranger sobretudos os contribuintes com dependentes (até 25 anos de idade) a cargo. Para os restantes não se esperam mudanças de relevo nas tabelas de retenção mensal do IRS.

Pedir fatura:

Até agora, pedir e guardar faturas com o seu NIF era sobretudo relevante para os contribuintes que queriam usufruir do benefícios fiscal conferido pelo IVA pago nos restaurantes e hoteis, salões de beleza e oficinas. Mas a partir de 2015 é mesmo necessário pedir fatura com NIF para se ter direito a qualquer tipo de dedução no IRS, seja com as despesas de saúde, de educação ou do restaurante. E não só: como no próximo ano os sujeitos passivos deixam de ter a dedução pessoalizante (de 213 euros) que até agora lhes era atribuída de forma automática pelo fisco, apenas poderão compensar esta perda com a nova categoria de despesas gerais familiares - que têm de ser documentadas com faturas.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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15
Jul 13

Reformados em funções públicas têm de optar por remuneração ou pensão

Os reformados com pensão da segurança social ou de outra entidade gestora de fundos que exerçam funções públicas terão de optar pela respetiva remuneração ou pela pensão de reforma, determina proposta legislativa governamental hoje enviada aos sindicatos.

De acordo com o Diploma Preambular que vai fazer o enquadramento da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LGTFP) e que foi hoje enviado pelo secretário de Estado da Administração Pública às estruturas sindicais da função pública, as atuais regras de cumulação de funções públicas remuneradas com pensões do Estado passam a ser aplicadas a outros pensionistas.

A proposta governamental aplica-se aos beneficiários de pensões de reforma da segurança social e de pensões, de base ou complementares, pagas por quaisquer entidades públicas, de natureza institucional, associativa ou empresarial, incluindo entidades reguladoras, de supervisão ou controlo, diretamente ou por intermédio de terceiros, nomeadamente seguradoras e entidades gestoras de fundos de pensões ou planos de pensões, a quem venha a ser autorizada ou renovada a situação de cumulação.



fonte: http://expresso.sapo.pt/

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31
Jan 13

Pensionistas que ganhem 293 euros têm de entregar declaração de IRS

Este ano, os pensionistas vão sentir a redução da dedução específica - montante sobre o qual não recai imposto - de seis mil para 4.104 euros. O que significa que quem tenha uma reforma de 293 euros terá de entregar a sua declaração de rendimentos ao Fisco.

Isto porque no Orçamento do Estado para 2012, o Governo voltou a reduzir o montante da dedução específica, mas a alteração vai sentir-se pela primeira vez este ano, aquando da entrega da declaração de IRS.

Os pensionistas têm visto a sua tributação ser agravada nos últimos anos. É que, além do aumento das taxas, o montante sobre o qual não recai imposto - a chamada dedução específica - tem vindo a ser reduzida. O objectivo dos governos tem sido harmonizar este valor com o dos trabalhadores dependentes.

As alterações vêm já desde o Orçamento do Estado para 2007, quando a dedução específica era de 7.500 euros, e passou para 6.100 euros. Mais tarde voltaria a descer para seis mil euros e posteriormente para 4104 euros. No entanto, apesar de terem de entregar a declaração de rendimentos os pensionistas com reformas muito baixas não deverão ter de pagar imposto. 

Além disso, a lei prevê que a dedução específica se vá reduzindo à medida que os rendimentos aumentem. Até 2010, o montante a partir do qual a dedução diminuía era 30.240 euros por ano, mas em 2011 a lei foi alterada e prevê-se agora o limite de 22.500 euros. A partir deste montante a dedução específica vai diminuindo até chegar a zero.

Recorde-se que os pensionistas que ganhem a partir de 1.350 vão sofrer um corte nas pensões, por causa da Contribuição Extraordinária de Solidariedade.

 fonte:http://economico.sapo.pt

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29
Jan 13

Reformados arriscam-se a sofrer cortes permanentes

Governo já disse que há muitos reformados, sobretudo da Função Pública, que não descontaram para a reforma que recebem. E quer cortá-las. Falta saber se o Tribunal Constitucional deixa cortar pensões que já estão a ser pagas.

Se depender do Governo, os cortes temporários que os pensionistas têm vindo a sofrer tornar-se-ão, pelo menos em parte, permanentes. Representando uma fatia muito substancial da despesa pública e do peso dos gastos sociais, dificilmente passarão incólumes num mega-plano de redução da despesa social em quatro mil milhões de euros. 

A grande incógnita é saber se o Governo tem condições para aplicar cortes às pensões que já estão a ser atribuídas de forma permanente, e, caso a resposta venha a ser afirmativa, a quem as pretende aplicar. 

Para já, as declarações do primeiro-ministro são equívocas. Pedro Passos Coelho já se pronunciou sobre este assunto várias vezes, tendo falado tanto de pensões douradas que teriam sido atribuídas em situação de privilégio, como de reformas que foram atribuídas de acordo com a lei mas cujos titulares ficaram a ganhar mais do que o Estado suporta. Uma das afirmações mais clarificadoras ocorreu a 21 de Dezembro, quando Passos disse que "há a consciência na sociedade que os descontos não estão na proporção das pensões que são pagas (…). "Houve pensionistas que fizeram descontos que não estão de acordo com o que recebem de volta". E isso, "teremos de corrigir um dia", afiançou. 

Se levarmos a declaração de Passos à letra, então ninguém no País recebe pensões para as quais descontou. Isto por causa da própria natureza do sistema de pensões, que não é calculado com base em regras actuariais: isto é, a reforma de cada um não é calculada exactamente na medida do que cada um contribuiu nem do que vai custar ao sistema. Mas não o era no passado, nem sequer o passou a ser com as novas regras introduzidas nos últimos anos, uma vez que o sistema de pensões continua a ser de repartição e as regras de cálculo continuam por exemplo a majorar pensões mais baixas. 

O Governo poderá, contudo, estar a referir-se apenas aos casos de pensionistas do Estado que se reformaram com o último salário (as regras até 2005 eram assim para quem entrou no Estado até 1993) ou aos pensionistas da Segurança Social que se aposentaram com os melhores dez dos últimos 15 anos de trabalho. Eram as regras na altura, as pensões são legais, mas são mais generosas do que se fossem calculadas de acordo com os descontos feitos durante toda a carreira. É esse o caso dos trabalhadores do privado que começaram a trabalhar após 2001 e dos funcionários públicos contratados de 2006 em diante. O problema esteve no passado e, para corrigir este "excesso", pretende-se aplicar um corte nas pensões. O universo da Caixa Geral de Aposentações (CGA), onde os salários eram maiores e as regras de aposentação mais favoráveis. 

Regras de convergência aceleradas 

Caso o Tribunal Constitucional não aceite que se cortem pensões em pagamento, uma medida que garantiria poupanças imediatas, o Governo poderá optar por um plano B, também sugerido pelo FMI: acelerar a convergência das regras de aposentação dos funcionários públicos, alinhando-as o mais rapidamente possível com as dos privados.

 

Actualmente, um funcionário público que se reforme, tem a pensão calculada com duas componentes: o tempo que descontou até 2005 (onde a base da pensão é o último salário, à partida mais alto que os outros) e o tempo que descontar entre 2005 e 2014, onde contará a média dos descontos. O Governo poderá reduzir o peso da primeira fase, o que fará cair a pensão esperada.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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25
Jan 13

33% dos reformados são funcionários das câmaras e militares

Foi uma corrida recorde às reformas entre o pessoal forças armadas e de segurança e das autarquias. Os dados da Caixa Geral de Aposentações (CGA) mostram que, em 2012, um terço dos novos pensionistas do sistema da função pública vieram destas três áreas: 6.868 num total de 20.734 novos reformados.

A informação, ontem publicada no boletim da execução orçamental da Direção-Geral do Orçamento (DGO), indica que o Estado atribuiu 20.734 novas reformas, menos 12% que em 2011. O total de reformados da CGA subiu para 603.267 pessoas com uma pensão média de 1.084,5 euros mês. A despesa com estes pensionistas foi 7.983,6 milhões de euros no ano passado. Os novos reformados da CGA em 2012 ficaram a ganhar, em média, 1.259 euros.

Mas é nas forças armadas e de segurança (GNR e polícias) que a corrida é maior. Segundo a DGO, foram concedidas 3.283 novas reformas a estes profissionais, mais 44% do que em 2011, antecedida de um aumento de 8% nesse ano.

Nas autarquias, fenómeno idêntico. Foram atribuídas 3.585 pensões novas em 2012, mais 23%, depois de um crescimento de 5,5% no ano precedente.

No caso da GNR e da PSP, a corrida é alimentada pelo crescente descontentamento com as condições de trabalho e o corte de regalias anunciado nos orçamentos do Estado, especialmente no deste ano. As intenções do Governo e as medidas já postas em prática acabaram por espoletar uma avalanche de pedidos em 2011, que acabaram por ter reflexo nos números de novos reformados no ano passado. Entre pedido e deferimento decorrem vários meses.

A direção da Associação dos Profissionais da Guarda identifica os focos do mal estar: "o alargamento da base contributiva sobre a qual incidem os descontos para a CGA, resultando em menos salário efetivo no final do mês", "as alterações à fórmula de cálculo das pensões de reforma, que vão resultar em cortes substanciais no valor mensal", o "aumento da idade da reforma para os 65 anos, esquecendo-se o Governo que essa idade não permite o exercício de funções com o vigor físico necessário, sendo que, também, pretende reduzir o tempo de reserva para dois anos". A redução do âmbito do serviço de Saúde da classe também é referida. Na PSP, as queixas são muito parecidas.

A convergência das regras da CGA com as do regime geral da Segurança Social (privado) - subida da idade legal de reforma para 65 anos e penalização das pré-reformas em 2013 - também explica a corrida na administração local.

Nova avalanche em 2013

As saídas para a reforma são o principal meio de redução de funcionários no ativo, diz o próprio Governo. Tendo em conta o descontentamento dos empregados públicos e o anúncio de mais medidas de austeridade no final de 2013, espera-se que este ano seja de novo marcado por uma corrida muito grande à aposentação. Os pedidos foram feitos em 2013 e demoram a ser aprovados pelo sistema.

 

Em 2012, entraram na CGA quase 21 mil novos pensionistas, mas tratam-se de processos que estavam a ser analisados há meses. 

Isto porque o sistema de pensões do sector público costuma demorar mais de sete meses a dar luz verde aos pedidos de reforma. Aquele número traduz uma quebra de 12% face a 2011, mas tem implícito um desfasamento já que não reflete na íntegra os anúncios de mais austeridade conhecidos a partir de outubro, com o OE/2013.

Na semana passada, num artigo de opinião publicado no Diário Económico, o secretário de Estado que tutela esta área, Hélder Rosalino, revelou que estão pendentes 34 mil novos pedidos.

 Muitos deles terão sido feitos na reta final do ano. Assim, em 2013, é expectável que as listas de novos pensionistas engordem ainda mais rápido.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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21
Jan 13

Quase 90% dos reformados recebem menos de 600 euros de pensão

O sistema de pensões português é um dos principais visados nas soluções apontadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para o corte na despesa pública. Mas o retrato dos pensionistas da Segurança Social revela que 88% têm reformas inferiores a 600 euros. Acima dos 5 mil euros mensais, contam-se apenas 965 reformados.

As alterações ao sistema de pensões introduzidas pelo primeiro Governo de José Sócrates são consideradas pelo FMI como importantes para cortar na despesa a médio prazo, mas pouco conseguirão fazer para travar a evolução dos gastos com reformas. Além disso, não acautelam o problema de as gerações que agora estão no ativo se irem defrontar com valores de reforma inferiores aos atualmente pagos. São estas conclusões que justificam os vários cortes e mudanças nas fórmulas de cálculo sugeridas pelo Fundo no relatório que foi conhecido há cerca de duas semanas.

Mas a margem é estreita, pelo menos tendo em conta os dados sobre os pensionistas da Segurança Social - em número muito superior aos da Caixa Geral de Aposentações (CGA). Os dados revelam que muitos recebem valores baixos, próximos do salário mínimo nacional (485 euros). Inversamente, as pensões milionárias são escassas.

O universo total de reformados do Centro Nacional de Pensões ascende a 2,79 milhões de pessoas (incluindo aqui 688 mil pensões de sobrevivência). Daquele universo, 88,3% têm  uma reforma inferior a 600 euros por mês e 7,9% um rendimento mensal que oscila entre os 600 e os 1100 euros. É, no entanto, nestes dois patamares que se concentra a maior fatia dos cerca de mil milhões de euros que o CNP paga todos os meses. O primeiro grupo (até 600 euros) "absorve" 688,8 milhões de euros, enquanto o segundo recebe 163,2 milhões de euros.

Segundo os dados facultados ao JN/Dinheiro Vivo pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social, o grupo das pensões "milionárias", ou seja, acima dos 5 mil euros mensais, é composto por apenas 965 pessoas. Tendo em conta o valor mensal processado pelo Centro Nacional de Pensões para pagar este milhar de reformas,  cada um destes pensionistas recebe em média 6424 euros.
Os reformados que estão no patamar inferior (ou seja que recebem menos de 5 mil euros, mas mais de 4800 euros) são ainda mais escassos, estando neste grupo apenas 350 pessoas.

Apesar de entre os reformados da Função Pública os valores das pensões serem mais elevados - porque refletem carreiras contributivas mais longas e completas e englobam profissionais mais especializados -, há ainda assim um vasto universo de pessoas que também ganha menos de 600 euros por mês. Em média, segundo permitem concluir os dados disponíveis, cerca de um terço dos reformados da CGA (453 129 é o universo) está nesse patamar de rendimento.

No seu relatório - que servirá de base ao corte de despesa de 4 mil milhões de euros que o Governo pretende concretizar -, o FMI sugere vários cenários para baixar o peso dos gastos com as pensões, admitindo somente exceções no caso das pensões mínimas cujo valor oscila  entre os 256 e os 404 euros mensais.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Ec

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10
Out 12

Aposentações: novo cálculo tira 60 euros

Secretário de Estado desdiz-se poucas horas depois. Apesar de se manter a idade da reforma, a fórmula de cálculo é nova

Afinal, os funcionários públicos que pediram a aposentação até agora, ou que o fizerem até ao final deste ano, já serão penalizados pelas novas regras, no cálculo do valor da reforma. Se é certo que o aumento da idade da reforma para os 65 anos só entrará em vigor a partir de janeiro de 2013, o mesmo não é certo quanto à fórmula de cálculo das pensões.

Confuso? Vamos a explicações. Embora se lhes aplique a idade de reforma ainda em vigor (63 anos e meio em vez dos 65 anos que entrarão em vigor em janeiro), no cálculo do valor da pensão serão já aplicadas as novas regras, o que representa um corte de 50 a 60 euros, segundo as contas da Frente Comum.

A polémica tem andado para trás e para diante o dia todo. Esta manhã o «Público» avançava que as novas regras se aplicariam aos pedidos de reforma já apresentados ou apresentados ainda até ao final do ano, uma vez que a decisão sobre esses pedidos seria emitida já em 2013.

O secretário de Estado da Administração Pública, que esteve esta quarta-feira reunido com os sindicatos do setor, viu-se forçado a reagir. Ao início da tarde, no intervalo das reuniões e face às questões levantadas pelas estruturas sindicais, Hélder Rosalino veio a terreiro garantir que o aumento da idade da reforma não incide sobre os pedidos feitos até ao final de 2012.

Em causa está a antecipação da convergência entre a idade de reforma no setor público com o setor privado. Primeiro previa-se uma convergência gradual, que elevaria a idade da reforma na administração pública dos 63 anos e meio para os 64 anos em 2013 e depois para 65 anos em 2013. No entanto, o Governo pretende incluir na proposta do Orçamento do Estado para o ano que vem um aumento direto para os 65 anos.

Quando falou ao início da tarde, Hélder Rosalino disse também que, no que toca ao cálculo da pensão, ainda não estava decidido se se aplicariam as novas regras ou não. Mas estava e, nas reuniões com os sindicatos, acabou por se desdizer.

A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, adiantou aos jornalistas que o próprio Hélder Rosalino admitiu o contrário e que os trabalhadores que já requereram a respetiva aposentação vão ser penalizados pela nova fórmula de cálculo.

Segundo explicou a sindicalista, citada pela Lusa, «a alteração da fórmula de cálculo aplica-se a todos os trabalhadores que pediram a aposentação e que ainda tencionam pedi-la até ao final do ano, ou seja, aqueles que têm pedidos de aposentação [bem como aqueles que ainda vão pedi-los] vão ter um corte entre 50 e 60 euros».

Apesar das garantias do governante, Ana Avoila sublinhou que no encontro com a Frente Comum, Hélder Rosalino «teve de clarificar e de assumir que é assim».

«Isto é um escândalo, é ilegal e inconstitucional», exclamou a coordenadora da Frente Comum, garantindo que a frente sindical fará tudo «o que estiver ao seu alcance» para analisar a constitucionalidade desta matéria recorrendo, caso seja possível, ao Tribunal Constitucional.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/ec

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Nova fórmula de cálculo penaliza futuras pensões da Função Pública

Governo prepara-se para mudar no Orçamento a fórmula de cálculo das pensões para os novos reformados do Estado.

Além do corte nas pensões que será aplicado em 2013, idêntico ao que afectou os salários dos funcionários públicos, os novos reformados do Estado vão sofrer mais uma redução no valor da pensão a partir do próximo ano. O Governo prepara-se para avançar com uma nova fórmula de cálculo da pensão, que será válida para todos os novos reformados, independentemente da altura em que pedirem a aposentação e que resultará na diminuição do valor da mesma.

A medida integra o documento do gabinete do secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, enviado segunda-feira aos sindicatos do sector e que será hoje discutido no Ministério das Finanças. Se avançar, a medida fará parte do Orçamento do Estado para 2013.

Segundo contas feitas pelo economista da CGTP, Eugénio Rosa, a alteração à fórmula de cálculo das pensões poderá levar a reduções até cerca de 6% na primeira parcela da pensão. O Diário Económico também contactou o Ministério das Finanças mas não obteve qualquer explicação.

A nova fórmula de cálculo afecta os trabalhadores que entraram no Estado até 31 de Agosto de 1993. Para estes funcionários, a primeira parcela do cálculo da pensão tem como referência o salário base que auferiam em 2005 e que actualmente é revalorizado tendo em conta as regras da Segurança Social, ou seja, a inflação. Neste caso, segundo contas feitas pelo economista da CGTP, a revalorização daquela parcela seria de 13,9%.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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24
Ago 12

Reformados do Estado levam para casa menos 800 euros

Em média, cada reformado do Estado levou recebeu menos 814 euros de pensão em julho, fruto da medida que suspende o pagamento do subsídio de férias. Em novembro, aquando do pagamento do subsídio de Natal, ocorrerá uma nova quebra significativa.

De acordo com as Finanças, que hoje divulgaram a execução orçamental da Caixa Geral de Aposentações até julho, os atuais 598.710 pensionistas públicos receberam, em média, uma reforma de 1.269,3 euros no mês passado, menos 39,1% face a julho de 2011.

No caso das pensões de velhice o valor pago será bem superior. É que no universo total dos pensionistas públicos estão incluídos os reformados com prestações de sobrevivência (que já são mais de 140 mil).

A Direção-Geral do Orçamento informa ainda que há cada vez menos reformas públicas atribuídas. Em julho pediram a aposentação 1763 novos funcionários, menos 7% que em julho do ano passado. Só em fevereiro e em junho é que houve uma subida no número de novos pensionistas.

O valor médio da nova pensão também continua a cair: era de 1125 euros em julho, menos 5% em termos homólogos.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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