Reformados vão subir quase 50%

Até 2060, o número de pensionistas do sistema da Segurança Social vai crescer 46,4%, atingindo os 4,3 milhões de reformados. Os resultados são de um estudo realizado pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), que atribui aos pensionistas por velhice a maior quota de crescimento. Segundo aquele documento, haverá uma subida de 78,3% (ou 1,5 milhões) daquele tipo de reformados.

Um outro estudo realizado pela Nielsen, ontem divulgado, mostra que metade dos portugueses tem medo de não conseguir acumular rendimentos suficientes que lhes permita viver uma velhice desafogada. Mais, 40% dos inquiridos têm receio de não ter dinheiro para pagar as despesas médicas.

Segundo o relatório ‘Envelhecer: Receio em Relação ao Futuro', a reforma é para os pensionistas de hoje, e também para os de amanhã, a sua principal fonte de rendimento, embora mais de um quarto (31%) refira que se vai ver obrigado a recorrer também às suas poupanças.

A análise, efetuada num total de sessenta países, entre os quais Portugal, destaca também que 17% irão recorrer aos seus planos de reforma para viver durante os anos de aposentação, números muito semelhantes à média europeia, cujos idosos (49%) têm previsto também sustentar a sua velhice através da pensão do Governo.

O estudo da Nielsen, que analisa também as preocupações dos idosos portugueses, indica como a principal inquietação a capacidade de ser autossuficiente em relação à alimentação, higiene ou vestuário.

Ontem, a Inter-Reformados/CGTP promoveu uma ação de protesto no edifício-sede do Centro Nacional de Pensões contra os cortes nas reformas e pela exigência de uma informação mais exata sobre os abonos e descontos que estão a ser feitos nas pensões.

fonte_;:http://www.cmjornal.xl.pt/n

publicado por adm às 22:51 | comentar | favorito