Dicas que podem ajudar a poupar para a reforma

A partir de cinco e até 20 euros por mês é possível criar um pé-de-meia para o futuro. A Renascença falou com um especialista em finanças pessoais que deixou algumas dicas, tanto para quem está no início de carreira, como para já quem está a pensar na reforma.


O especialista em finanças pessoais João Morais Barbosa reconhece que para a maioria das pessoas poupar é um desafio significativamente difícil, porque há redução do rendimento disponível. Ainda assim, sublinha que poupar também começa nos 50 cêntimos ou num euro e está relacionado com uma postura diária. 

Para poupar é decisivo não pensar que é impossível fazê-lo. Assim, vai ter de olhar para as despesas e procurar identificar onde é possível cortar. Por exemplo, renegociar contratos: nos seguros, através de um corrector conseguir baixar o prémio em 10 ou 20%; nas telecomunicações, telefonar para o operador e dizer que vai mudar, facilmente surge uma promoção que dá um desconto. 

“É preciso assumir riscos com o tempo, porque não vamos ter reformas”, alerta o especialista que aconselha a investir de forma progressiva, diversificando o risco e “não colocando todos os ovos no mesmo cesto”: num fundo, num depósito a prazo ou em certificados. 


1. “Poupança molha tolos”
Expressão associada ao facto de não se notar, mas estarmos a economizar. Fazer uma transferência automática de 5, 10, 15 ou 20 euros por mês do salário para uma conta à parte. Já estamos a viver com menos e adaptamo-nos. 

Os bancos estão a facilitar cada vez mais que as pessoas comecem a poupar a partir de montantes muito reduzidos. 


2. Cortar com algum endividamento
Nem que seja abater parcialmente no cartão de crédito ou na conta ordenado. Acaba por ser uma poupança gigantesca, porque as taxas de juro associadas a estes créditos podem ir até aos 25%. É um investimento sem qualquer tipo de risco e com uma alta taxa de retorno. 


3. Adquirir produtos vocacionados para a reforma ou o longo prazo 
Os Planos Poupança Reforma (PPR) ou os seguros de capitalização são produtos com benefícios fiscais, sobre a forma de uma tributação mais favorável. Por exemplo, num PPR, se só movimentar o dinheiro aquando reforma a taxa vai cair para mais de metade, em vez de ser de 28% vai para 11,5%. 


4. Investir de acordo com a idade 
Se é jovem, está no início da carreira e até tem menos despesas pode assumir mais riscos: comprar acções ou outros produtos mais estruturados, porque só irá precisar do dinheiro daqui a 30 ou 40 anos. No longo prazo podemos assumir riscos. 

Os portugueses são tipicamente conservadores, optando por depósitos a prazo ou certificados de aforro, que dão taxas reduzidas (3%, 3,5% ou 4% no máximo e depois com a inflação não tem um retorno significativo). 

À medida que se aproxima do momento da reforma deve baixar o risco dos investimentos para produtos mais conservadores: comprar um PPR ou fundos de investimentos, para conseguir poupar e preservar as poupanças, pois o mercado pode sofrer oscilações negativas e a reforma ficar em risco. 


fonte:http://rr.sapo.pt/in

publicado por adm às 22:42 | comentar | favorito