Reformas: carreira mais longas explicam valores mais generosos na CGA

A diferença do valor médio das reformas pagas pela Caixa Geral de Aposentações e pela Segurança Social merece vários reparos aos técnicos do FMI. Em média, referem, o valor da pensão na função pública é três vezes superior à do Centro Nacional de Pensões.

O documento considera ainda “injusto” que alguns funcionários públicos continuem a reformar-se mais cedo e chama a atenção que o horário semanal é mais leve do que no privado.

Especialistas ouvidos pelo Dinheiro Vivo fazem notar que as pensões da CGA são, em média, mais altas do que as pagas através pela Segurança Social porque essa situação reflete o facto de os funcionários públicos necessitarem de um registo de 36 anos de descontos para acederem à reforma – contra os 15 anos de patamar mínimo exigidos para regime geral. Além disso, enquanto que neste regime bastava um registo de 120 dias por ano de descontos, para contar como um ano na carreira contributiva, na função pública exigia-se o ano completo de descontos.
 
Tudo isto e também o facto de historicamente a administração pública ter uma concentração mais elevada de quadros qualificados – e logo com salários mais altos – explica a diferença.

Carlos Pereira da Silva, que participou na elaboração do Livro Branco da Segurança Social e que fez uma proposta de reforma do sistema de pensões (defendendo já na altura a criação de um sistema misto, e de um patamar máximo das pensões a pagar pelo Estado), junta aos argumentos atrás expostos um outro: muitas pessoas migraram de sistemas previdenciais, recebendo uma pensão unificada.

Na opinião deste especialista, a reforma do sistema de pensões deveria passar pela criação de um novo regime para os novos pensionistas.Para os que já estão reformados, poderia equacionar-se mudanças que alterassem o valor das pensões, à semelhança do que foi feito na Suécia, caso fosse necessário.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 22:56 | comentar | favorito