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Dez 14
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Idade da reforma sobe para os 66 anos e 2 meses em 2016

A idade da reforma vai subir para os 66 anos e dois meses em 2016, segundo uma portaria hoje publicada que aplica o novo fator de sustentabilidade. Esta subida, que reflete a evolução demográfica e a esperança média de vida, tinha sido sinalizada pelo Governo quando foi alterada a idade de acesso à aposentação.

No início deste ano, o Governo mudou as regras de cálculo do fator de sustentabilidade, que passou a ser calculado com base na relação entre a esperança média de vida aos 65 anos em 2000 (até então a referência era o ano de 2006) e a esperança média de vida no ano anterior ao pedido da reforma.

Esta alteração fez disparar o fator de sustentabilidade, bem como a penalização aplicada às pensões antecipadas, tendo ainda levado a uma subida 'automática' da reforma por inteiro dos 65 anos até então em vigor para os 66 anos. Quando as novas regras entraram em vigor, o ministro Pedro Mota Soares garantiu que a idade da reforma se manteria neste novo patamar em 2015.

Para os beneficiários que acedam à pensão antes dos 66 anos de idade, o diploma hoje publicado em Diário da República estabelece que o fator de sustentabilidade das pensões de velhice do regime geral de segurança social atribuídas em 2015 é de 0,8698.

O diploma fixa ainda em 0,9383 o fator de sustentabilidade das pensões de invalidez relativa e de invalidez absoluta atribuídas por um período igual ou inferior a 20 anos, transformadas em pensão de velhice em 2015.

O novo valor do fator de sustentabilidade é relevante sobretudo para quem pondera pedir a reforma antecipada. Ao longo de 2014, este fator ascendeu a 12,34%, o que significa que que pediu a reforma e não tinha ainda os 66 anos terá uma penalização equivalente a 6% por cada ano de antecipação bem como um corte (por via do fator) de 12,34%. Mas em 2015, este corte irá ultrapassar os 13%.

O acesso à reforma antecipada tem estado disponível apenas na função pública, tendo sido congeladas em abril de 2012 para os trabalhadores do sector privado. Este mecanismo de saída antecipada da vida ativa será parcialmente retomado em 2015 mas apenas para quem reúna a dupla condição de ter mais de 60 anos de idade 40 de carreira contributiva.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/e

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23
Dez 14
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Dez 14

É reformado? Tome nota de 5 coisas que deve ter em conta em 2015

2015 vai trazer várias alterações com impacto na carteira dos reformados ou que exigem alguma mudança nos hábitos. Como o Governo não insistiu na CES, esta taxa contributiva vai regressar a uma versão próxima da original, passando a ser paga apenas pelos pensionistas com reformas mais elevadas. Simultaneamente, as novas regras do IRS exigem que se comece a pedir as faturas para se poder contar com um alívio no imposto.

CES:

Depois de ter visto o Tribunal Constitucional chumbar a Contribuição de Sustentabilidade, o Governo decidiu deixar cair as taxas sobre as pensões. Desta forma, em 2015 a maior parte dos reformados deixam de pagar a Contribuição Extraordinária de Solidariedade a que têm estado sujeitos nos últimos anos. Atualmente a CES oscila entre os 3,5% e os 10% para as pensões entre os 1000 e os 3750 euros mensais, sendo que as reformas superiores a este valor pagam uma taxa direta de 10%. Está, além disto, previsto um corte de 15% na parte em que ultrapassem os 4611 euros e de 40% no montante que vá além os 7126,74 euros.

A partir de janeiro de 2015, somente os cerca de 9.400 pensionistas com reformas acima dos 4611 e dos 7126,74 euros mensais ficarão sujeitos a CES, desaparecendo esta taxa para todos os que estão abaixo deste valor. Em termos práticos, isto significa que uma reforma de 1650 euros recuperará os 57,75 euros que agora lhe são tirados através desta contribuição.

Duodécimos:

À semelhança do que sucedeu este ano, em 2015 os reformados da Caixa Geral de Aposentações e do Centro Nacional de Pensões (segurança social) vão continuar a receber o subsídio de Natal por duodécimos, independentemente do valor da pensão. A primeira parcela deste subsídio será, assim, paga já janeiro. O subsídio de férias será disponibilizado de uma vez só na data habitual, ou seja, no mês de julho.

Atualização das pensões:

O Governo vai voltar a aumentar as pensões em 2015, mas apenas as de valor mais baixo. O aumento será de 1%, pelo que as pensões mínimas de invalidez e velhice que atualmente são de 259,36 euros terão uma subida para os 261,90 euros. Todas as outras se manterão congeladas.

Tabelas de retenção do IRS:

O Governo vai baixar as tabelas de retenção na fonte já a partir do início do próximo de forma a refletir o impacto da reforma do IRS nestes pagamentos mensais do imposto. O desagravamento vai abranger sobretudos os contribuintes com dependentes (até 25 anos de idade) a cargo. Para os restantes não se esperam mudanças de relevo nas tabelas de retenção mensal do IRS.

Pedir fatura:

Até agora, pedir e guardar faturas com o seu NIF era sobretudo relevante para os contribuintes que queriam usufruir do benefícios fiscal conferido pelo IVA pago nos restaurantes e hoteis, salões de beleza e oficinas. Mas a partir de 2015 é mesmo necessário pedir fatura com NIF para se ter direito a qualquer tipo de dedução no IRS, seja com as despesas de saúde, de educação ou do restaurante. E não só: como no próximo ano os sujeitos passivos deixam de ter a dedução pessoalizante (de 213 euros) que até agora lhes era atribuída de forma automática pelo fisco, apenas poderão compensar esta perda com a nova categoria de despesas gerais familiares - que têm de ser documentadas com faturas.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 22:09 | comentar | favorito
08
Dez 14
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Dez 14

Pensões futuras dos mais pobres serão 78% da sua média salarial

Durante a vida ativa ganharão cerca de metade do salário médio nacional. Estes trabalhadores, que entraram no mercado em 2012, quando se reformarem, ganharão ainda menos: a sua reforma equivalerá a cerca de 78% desse rendimento laboral.

De acordo um estudo sobre pensões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) hoje divulgado, Portugal surge no grupo de países em que as pensões a pagar -- aos trabalhadores menos abonados que hoje (2012) entram no mercado de trabalho -- serão menos generosas.

Na nova edição Pensions Outlook 2014, a OCDE foi, uma vez mais, calcular as chamadas "taxas de substituição líquidas teóricas" e simular quanto é que um trabalhador que hoje entra no mercado irá ganhar de pensão quando terminar uma carreira contributiva completa.

Essas taxas de substituição dos trabalhadores mais pobres, que na média dos países ricos ronda 82,4% do salário, variam entre um mínimo de 54,3% no Japão e um máximo de 117,5% na Dinamarca.

No grupo dos futuros pensionistas menos favorecidos aparecem também países como Alemanha (55,2%), Estados Unidos (58,7%), Reino Unido (67,2%) ou Espanha (79,5%).

Em Portugal, o poder de compra de salários e pensões é muito inferior à média dos países desenvolvidos pelo que uma taxa de susbtituição ser mais alta não significa que os futuros pensionistas portugueses venham a estar em melhor posição do que, por exemplo, os alemães.

No topo do ranking, a seguir à Dinamarca, aparecem Israel (108,5%), Luxemburgo (108%) ou Holanda (104,8%). Ou seja, países onde a pensão a pagar ficará bem acima da média salarial respetiva.

Este é o cenário que espera os empregados mais pobres. Mas a OCDE também fez contas para os chamados "trabalhadores médios". Neste caso, Portugal aparece numa posição mais vantajosa no ranking dos 34 países.

Segundo a organização, a taxa de substituição média dos países ricos ou desenvolvidos ronda 66,5%. Em Portugal, a pensão futura desses empregados ditos normais vai corresponder a apenas 67,8% do salário. O máximo acontece na Holanda (101,1%), o mínimo no México (31,5%).

Todos estes cálculos forem feitos tendo por base que as políticas atuais não se alteram, nem os sistemas de segurança social atualmente em vigor mudam.

Em termos gerais, a OCDE continua a defender que há um problema grave de sustentabilidade de quase todos os sistemas de pensões e que é preciso continuar a fazer reformas: "contribuir mais e por períodos de tempo mais longos responde parcialmente aos desafios do envelhecimento da população".

E acrescenta que é importante incrementar o pilar "complementar" dos sistemas privados de pensões. "A combinação de taxas de cobertura mais altas, contribuições mais elevadas, idades efetivas de reforma mais altas e um ambiente económico positivo ajudarão a aumentar o papel complementar das pensões privadas".

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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