23
Fev 14
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Fev 14

Como preparar a reforma em diferentes fases da vida

O Diário Económico pediu a três bancos a sugestão de carteiras de fundos de investimento para a reforma adequadas a diferentes perfis de risco e fases da vida.

Garantir uma "reforma dourada" após longos anos de trabalho, sempre foi um dos principais sonhos de qualquer português. Mas se até alguns anos assegurar uma reforma tranquila era relativamente pacífico, hoje a situação é bastante distinta. A razão para tal é fácil de explicar: o valor das reformas é cada menor. Um fenómeno que se sente desde a introdução, em 2007, das novas regras da Segurança Social para o cálculo do valor das pensões de reforma e com o recente aumento para 66 anos da idade da reforma. 

Um estudo apresentado pela Optimize, gestora de activos especializada em produtos para a reforma, mostra o impacto dessas medidas sobre o valor médio das pensões de reforma a pagar pela Segurança Social nas próximas décadas. De acordo com simulações da gestora, estas deverão passar dos 82% do valor do último salário líquido, em 2006, para apenas cerca de 56%, no caso de um jovem de 25 anos que entre agora no mercado de trabalho e se reforme aos 66 anos. Por isso, encontrar alternativas que permitam maximizar a poupança para a reforma mais do que uma vantagem constitui uma necessidade.

Apesar dos portugueses já estarem mais conscientes dessa realidade, o certo é que tendem a adiar a decisão de poupança. Uma opção contraproducente segundo os especialistas. "Deixar para mais tarde a poupança é problemático porque já não se consegue apanhar o comboio e o grau de poupança já não é tão sustentável", alerta Diogo Teixeira, Director Geral da Optimize.

Ao longo de muitos anos, os Planos Poupança Reforma (PPR) foram uma das formas de poupança para a reforma mais popular entre os portugueses. No entanto, as alterações impostas pelo Orçamento do Estado de 2011 que veio limitar a um tecto máximo de 100 euros os benefícios fiscais totais retirou parte da atractividade deste produto. Além dos PPR e dos Certificados de Reforma do Estado, existem ainda fundos de ciclo de vida, seguros ‘unit linked', fundos de pensões abertos, os novos Certificados do Tesouro Poupança Mais ou fundos de investimento.

Foi precisamente nesta última categoria de produtos financeiros que o Diário Económico se centrou. Além de estarem disponíveis a partir de quantias baixas, os fundos de investimento permitem investir num vasto leque de activos, adaptáveis a diferentes perfis de risco e fases da vida. Por isso, o Diário Económico pediu a três bancos ‘online' - ActivoBank, o Banco Best e o Banco BiG - que compusessem nove carteiras de investimento de acordo com alguns critérios. A cada banco foi pedido que, com base num determinado período de tempo de distância até à idade de reforma, construíssem três carteiras assumindo perfis de investidor distintos: conservador, equilibrado e agressivo. Nas carteiras solicitadas ao BiG, distavam apenas cinco anos até que o investidor atingisse a idade da reforma , enquanto no caso do ActivoBank, faltavam 10 anos. Ao Best coube compor a carteira com a distância mais alargada até à idade da reforma : 20 anos (ver caixas).

Para Rui Castro Pacheco, responsável pela gestão de activos do Banco Best, à partida não existe nenhuma predefinição sobre que activos devem ser evitados na composição de uma carteira vocacionada para a reforma e que devem ser apenas evitados instrumentos com alavancagem ou activos de reduzida liquidez. Mas o ActivoBank lembra que "para um investidor que se encontre a 20 anos da reforma, será adequada uma maior exposição ao mercado accionista desde que esteja confortável com esta alocação, beneficiando do maior potencial de valorização a longo prazo". À medida que o investidor se vai aproximando da idade da reforma a postura deverá mudar.

"Este deve reduzir a exposição ao mercado accionista por forma a passar, numa primeira fase, para uma estratégia prudente quando falta cerca de seis anos para idade da reforma e posteriormente dois a três anos antes da reforma assumir uma postura conservadora com uma exposição reduzida ao mercado accionista", recomenda a mesma instituição. As carteira disponibilizadas pelos três bancos permitem verificar isso mesmo. Por exemplo, na carteira conservadora para quem dista cinco anos da reforma, proposta pelo BiG, 4 é o risco máximo apresentado e por um fundo que pesa apenas 7,5% na carteira. Na proposta conservadora do Best, 27,5% dos activos da carteira conservadora são encaminhados para produtos com risco de 5 ou 6. A principal diferença é que neste último caso distam 20 anos até à idade da reforma. Avalie abaixo a estratégia que melhor se adequa ao seu perfil de poupança para a reforma.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 21:51 | comentar | favorito
17
Fev 14
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Fev 14

Pensionistas da função pública passam a receber no dia 19 a partir de abril

O pagamento das várias pensões pela Caixa Geral de Aposentações obedeceu até agora a um calendário diferenciado. Mas a partir de abril, todos os pensionistas da CGA vão começar a receber no mesmo dia. Pensões de velhice, invalidez ou sobrevivência passam a ser pagas sempre 19 de cada mês ou no útil imediatamente anterior.

Esta mudança vai abranger as pensões que serão processadas durante o mês de abril, mas até lá ainda continuará a observar-se o calendário atual. 

Desta forma, este mês, as reformas de sobrevivência e de preço de sangue (pagas respetivamente aos viúvos e descendentes do trabalhador ou reformado falecido) começam a chegar às contas dos seus beneficiários a partir de amanhã, terça-feira. As de aposentação serão pagas um dia depois e as de invalidez e as subvenções vitalícias dos políticos, no dia 20.Estas mesmas datas serão ainda observadas em março, mas a partir daí entra-se no regime de data uniformizada.

Entretanto, as pensões que começam a ser pagas a partir de amanhã pela CGA deverão ainda manter o duplo corte que resulta da aplicação da Contribuição Extraordinária de Solidariedade aos reformados que recebem mais de 1350 euros por mês e da condição de recursos aos que entre a pensão própria e a de sobrevivência ultrapassam os 2 mil euros mensais.

Este duplo corte irá desaparecer quando entrar em vigor o Orçamento Rectificativo, cuja versão final foi já aprovada pela Assembleia da República. Por proposta dos deputados do PSD e do CDS/PP o retificativo passou a incluir uma cláusula de salvaguarda para evitar esta dupla penalização, prevendo-se que tenha efeitos retroativos a 1 de janeiro.

Quando o orçamento retificativo entrar em vigor, o que deverá ocorrer em março, a CES passa a ser aplicada às pensões que ultrapassam os mil euros brutos mensais.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Ec

publicado por adm às 22:22 | comentar | favorito
13
Fev 14
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Fev 14

Suspensão das reformas antecipadas mantém-se até ao fim do ano

Ministro da Segurança Social avança também, em entrevista à Renascença e ao Jornal de Negócios, que os cortes nas pensões de viuvez vão ser mais abrangentes.

 

O Governo vai manter a suspensão das reformas antecipadas pelo menos até ao final de 2014. Ao contrário do que foi anunciado quando a medida entrou em vigor, a suspensão vai manter-se mesmo depois de terminar o actual programa da "troika", em Maio.

Em entrevista à Renascença e ao Jornal de Negócios, o ministro do Emprego e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, sustenta que o Orçamento do Estado para 2014 abre essa prerrogativa. "Tem que ver com a excepcionalidade dos tempos em que vivemos. É uma matéria que o Governo identificou no Orçamento do Estado para 2014."

Quando a suspensão das reformas antecipadas foi anunciada, em Abril de 2012, o Governo referiu em comunicado que a medida estaria em vigor "durante o período de assistência financeira" da "troika". Questionado sobre este facto, o ministro volta a suportar-se no Orçamento do Estado deste ano. 

"Quando o Governo apresentou o Orçamento, disse que um conjunto de medidas que tinham que ver com impactos associados ao memorando de entendimento devia estender-se durante o ano de 2014."

Cortes alargados nas pensões da viuvez
O Governo está a preparar novas regras para os cortes nas pensões de sobrevivência ou viuvez. Actualmente, os cortes abrangem quem recebe um valor superior a dois mil euros de duas ou mais pensões, sendo que uma delas é de sobrevivência. Pedro Mota Soares refere que há outros tipos de rendimentos - "nomeadamente do trabalho" - que vão passar a ser contabilizados para determinar estes cortes. 

Um exemplo: alguém que actualmente receba uma pensão de viuvez de 1.500 euros e aufira 1.000 euros de rendimentos do trabalho não é visado pelos cortes resultantes da acumulação de pensões; quem receber uma pensão de reforma de 1.500 euros e uma de viuvez na ordem dos 1.000 euros já sofre. Com as alterações anunciadas por Pedro Mota Soares na entrevista à Renascença e ao Jornal de Negócios, perspectivam-se alterações para o primeiro caso.

"O Governo, quando anunciou esta medida de estabelecer condições de recursos nas pensões de sobrevivência, disse que quereria avançar este ano também com o cruzamento de outros tipos de rendimentos", afirma o ministro.

"Não o fizemos inicialmente porque implicava o cruzamento de um conjunto de dados e interacções que não são fáceis tecnicamente, nem sequer do ponto de vista legislativo. Mas o Governo disse claramente que iria completar essa mesma medida ao longo do ano de 2014", acrescenta Pedro Mota Soares, sem se comprometer com prazos. 

 

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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07
Fev 14
07
Fev 14

Reformados do Banco de Portugal vão receber com juros subsídios cortados

Os reformados do Banco de Portugal vão receber os subsídios de férias e de Natal que não foram pagos em 2012 e com juros de mora.

Em comunicado, o banco central explica que na altura, alguns antigos funcionários recorreram para o Tribunal do Trabalho, que lhes deu razão.  

O Tribunal Constitucional aceitou a suspensão do 13º e do 14º mês nesse ano porque estava em causa o cumprimento das metas orçamentais, e os bancos centrais estão proibidos de realizar quaisquer operações de financiamento do Estado. 

Face a esta sentença, o Banco de Portugal já deu ordem para que sejam devolvidos os montantes em falta a todos os reformados da instituição, mesmo aqueles que não recorreram para tribunal, entre os quais se encontram, por exemplo, o Presidente da República, Cavaco Silva, ou a antigo ministra Manuela Ferreira Leite. 

fonte:http://rr.sapo.pt/

publicado por adm às 22:33 | comentar | favorito