Novos reformados arriscam corte de 7%

A subida das contribuições para a Caixa Geral de Aposentações pode levar a um corte de 7% no valor das pensões dos futuros reformados da Função Pública.

Este efeito - que apenas será anulado com uma alteração ao Estatuto da Aposentação - e o cenário de antecipação da idade legal da reforma para os 65 anos levam os sindicatos a temer uma nova vaga na corrida às aposentações e o consequente esvaziamento dos serviços.

A aplicação dos vários fatores que contam para o cálculo da reforma não pode resultar numa cujo valor exceda a remuneração mensal relevante depois de deduzidos os descontos para a CGA - que agora é de 11% mas poderá subir para 18% a partir de 2013. Esta fórmula faz com que as pensões que atualmente são em média equivalentes a 89% do salário, baixem para 82%. O alerta para este efeito da nova medida de austeridade foi feito ontem pela Frente Comum, que sublinha ainda tratar-se de mais um fator que vem juntar-se a outros que nos últimos anos têm contribuído para reduzir o valor da pensão dos funcionários públicos.

Perda dos funcionários

A coordenadora da Frente Comum acusou o Governo de "abusar do poder que tem" e de se preparar para reduzir em mais cerca de 630 euros por ano (ou 52,5 euros por mês) o salário líquido dos funcionários públicos só pela subida subida de sete pontos percentuais nas contribuições Se os cálculos dos novos cortes forem feitos tendo em conta cada uma das carreiras, conclui-se que a nova medida vai reduzir em 1567 euros o salário líquido mensal dos médicos, enquanto o impacto junto dos magistrados rondará em média uma descida de 1443 euros.

fonte:http://www.jn.pt/


publicado por adm às 22:35 | comentar | favorito