Reformas: tempo de espera chega a ultrapassar 1 ano

Número de pedidos de reforma por parte dos funcionários públicos aumentou 24,4% no primeiro semestre

O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço, disse esta sexta-feira que o tempo de espera entre o pedido e a atribuição da reforma chega a ser superior a um ano.

«A demora tem vindo a acentuar-se face ao aumento do número de pedidos», referiu o sindicalista, sublinhando no entanto considerar «inaceitável» que o tempo de deferimento chegue, em alguns casos, a ultrapassar os 12 meses.

Para Bettencourt Picanço, a degradação da situação económica e «a precariedade que os trabalhadores sentem nos serviços face às leis orgânicas que vão sendo publicadas» são os principais motivos para o aumento do número de pedidos de reforma.

A somar a estas situações, estão ainda «os receios por parte dos trabalhadores do Estado perante a possibilidade de serem colocados em situação de mobilidade especial».

O «Diário Económico» avança na sua edição desta sexta-feira que o número de pedidos de reforma por parte dos funcionários públicos aumentou 24,4 por cento no primeiro semestre deste ano face ao mesmo período do ano passado, para 13.147.

No entanto, segundo o jornal que cita dados do Ministério das Finanças, o número de reformas efetivamente atribuídas caiu 12,3 por cento para 10.989 pensões.

No conjunto de 2011 houve um total de 31.887 pedidos, tendo o tempo médio de espera sido de sete meses.

Também se verificou uma descida no número de reformas antecipadas no primeiro semestre, o que segundo os dados do Ministério das Finanças, se deve ao facto de se «ter despachado e dado prioridade a processos de aposentação por velhice em detrimento de aposentações antecipadas».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 23:06 | comentar | favorito